domingo, 8 de maio de 2011

Sobre o amor e seu trabalho silencioso...

Vai pegar feito bocejo
Ou que só o sentido vê
Instigado num lampejo
Despertado pelo beijo
Que o baile parou pra ver

Da marchinha fez silêncio
Num silêncio escutei
Uma disritmia em meu coração
Que se instalou de vez

Sobre o amor e seu trabalho silencioso - Céu

E de repente chega, assim, sem avisar muito. Embora os prenúncios já fossem de ventos bons e o coração já comemorasse em sorrisos largos vez ou outra, a mente pedia para que houvesse cautela. Lembramos de casos antigos e tentamos traçar um padrão a seguir. Ingenuidade novamente.

Não seria mais simples se nos deixássemos levar como as aves que muitas vezes voa em círculos apenas aproveitando as rotas que os ventos sugerem? Foi assim, olhando as aves e os ventos, as tartarugas no mar, as crianças que sorriam mais e sempre mais aos meus sorrisos, foi exatamente através do que não se vê que senti que era hora de me largar novamente.

Qual a minha surpresa ao encontrar o amor no amar, no ato de ser amada. E foi assim, querendo retribuir aquilo que sentia, querendo sentir mais aquilo que desde sempre foi bom demais, foi assim que o amor foi trabalhando silenciosamente dentro das minhas partes e me tomou por inteira. Felicidade viver em paz.

Obrigada ao amor. Obrigada a quem me ama. Obrigada à vida e às minhas mães estrelas...

domingo, 24 de abril de 2011

Ser só... só ser!

" Sabe gente, é tanta coisa que eu tenho até medo.
Sou eu sozinho e este nó no peito, já desfeito em lágrimas que eu luto pra esconder."


Música de Gilberto Gil - Eu preciso aprender a ser só.

Entrei em contato com esta música num momento da minha vida em que eu me apegava justamente nesta frase. "Sou eu sozinho e este nó no peito..." Sempre acabo assim, sozinha e tendo que caminhar sozinha, e como disse no post anterior, fico à espera deste alguém especial, que irá me acompanhar e me frustro quando não encontro.

Hoje em dia, re-visitando a música dentro de mim algumas vezes, me apeguei a outras frases dela. A que diz por exemplo "eu preciso aprender a só ser".

Não sei se sei ser só, mas levo muito bem minha solidão e tiro muitos proveito dela. Agora, ser, apenas ser, assim, existindo conforme o presente manda, sendo coerente com o que se acredita, agindo de acordo com os seus valores, bom, isso já é parte de outra tarefa.

Este ano iniciei como nunca antes. Como estava num lugar ermo, afastado, tive o prazer de entrar em contato com as minhas partes mais sinestésicas, parei para me escutar e escutar minha intuição mais atentamente. Descobri que muitas vezes se ouvir e querer ser o que se ouve exige muito mais que coragem. Exige um despreendimento com a opinião alheia, comprometimento com você mesmo e muita disposição, acima de tudo. Pois há muita inveja em cima de uma pessoa que aparenta segurança.

Ninguém me pergunta sobre os meus esforços diários para me melhorar como ser humano. As pessoas só me vêem num vestido bonito, com uma maquiagem modesta mas que ressalta meus traços, sorriso largo (reflexo de minha alma) e olhar sincero, me julgam bem sucedida e acreditam que eu simplesmente fui afortunada por ter nascido assim.

Sem dúvida que sou afortunada por tudo o que disponho para correr atrás de meu sucesso. Agora, não há nada sem trabalho. E por mais que o mundo inteiro me diga que o trabalho que mais enriquece é aquele que lhe dá mais dinheiro, eu digo que meus valores são inteiramente diferentes e o que me enriquece é aquilo que enobrece minha alma.

Minha esperança em ser extremamente rica é poder entrar nesse sistema e questioná-lo, e bagunçá-lo com humor e fazendo o bem. E no meio disso tudo aprender a forma mais simples de existir, em contato com as minhas forças internas, em contato com as forças espirituais que estão aí para nos amparar, em contato com a natureza que à todo momento me traz de volta para a realidade e me mostra que eu sou apenas uma pecinha fundamental nesta roda que não pode parar, como todas as outras pecinhas fundamentais.

Então, de repente o peso vai se esvaindo. Não por completo, mas parece que consegui deixar algo para trás. A estrada é longa. Aprender a ser não é tarefa fácil mesmo. Axé para nós e os trabalhos que se seguem.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Apareça...

Sabe aquele tipo de sentimento que você não sabe muito bem o que fazer para que desapareça, então você o sufoca até que ele se transforme num sentimento compacto, que você jura que deixou de existir?

Um dia, logo após acordar, aquilo lhe vem à cabeça e você descobre que não, aparentemente você não resolveu, algo ficou ali que ainda lhe provoca perguntas. Bem, pergunte-se então. Responda-se. Entre em contato com aquilo que demorou tanto para conseguir considerar novamente, mas o faça. No tempo que lhe voltar à cabeça. Quando você achar que consegue lidar, mas não deixe nunca lá guardado.

Muitas vezes, aquilo que nos causa maiores dores e considerações mais confusas, que não sabemos de onde vieram ou como foram parar lá, é na verdade algo que simplesmente não resolvemos. Compactamos forte o suficiente para acharmos que não existe mais, mas está lá, fazendo as mesmas perguntas, hoje em dia talvez mais perguntas ainda.

Então, como num pop-up um caso antigo ressurge em meu pensamento. Como esgotá-lo? Fazendo todas as perguntas possíveis. Resolução: ser enganada não é bom. Mais atenção para os próximos romances.

Bem, não está de fato resolvido. Mas entendi agora que não está resolvido, então aos poucos vou me resolvendo. O importante é não deixar lá fingindo que passou, se não fico incapaz de passar para outra completa, íntegra, aberta e nova.

Perguntas infindas para esta nova fase. Me enchendo de argumentos para respondê-las.

sábado, 9 de abril de 2011

Amanda, a maluca!

Mesmo que sem idéia nenhuma sobre o que escrever, sinto-me na obrigação de fazer este exercício, pois hoje é o dia após a minha mudança de ciclo, meu ano enfim se inicia. E se inicia diferente, com uma Amanda que faz o que quer, zela por si própria, se coloca na frente e segue sozinha.

Quem me conhece a mais tempo pode até dizer que estou sendo redundante, mas irei confessar-lhes um segredo. Nunca gostei de andar sozinha. Sempre esperei a pessoa que deveria andar ao meu lado me ajudando a desbravar este mundão desconhecido. Mesmo que lá no fundo, sempre tentei agir pensando nas outras pessoas, pois sabia que corria um enorme risco de ser egoísta por ser filha única. Um monte de bobagens que nos contam e que nós acreditamos.

Hoje, aos 24 anos, percebo que as coisas são bem diferentes do que tentaram me mostrar sempre. Por que eu penso ser superior ou ter um pensamento muito melhor? Jamais. Mas porque interpreto e entendo o universo de acordo com a forma que aprendi a observa-lo, a entende-lo. Não é melhor que a de ninguém. É apenas a forma que melhor me cabe.

Tem gente que leva muito tempo para se aceitar, viver de acordo com o que pensa sem sofrer por muitas vezes não te compreenderem. Sempre tentei dizer a verdade, o máximo que posso, agir da melhor forma. E tem mesmo dado resultados. Hoje, depois de muito observar, percebi que as pessoas mais admiradas e queridas são as mais éticas e amáveis. Há que se ter não só muita coragem para ser o que é, mas doçura para ajudar quem não entende a entender que há espaço para todos neste universo imenso. Que eu ser da forma que sou não atrapalha a sua vida, a sua forma de ser. Talvez te faça ter certos pensamentos não confortáveis, mas todos superamos. E pensar algo novo é sempre uma delícia, mesmo algo que não entendamos. Receber ajuda com amor acaba fazendo com que as pessoas entendam melhor.

Então, as características que quero que todos reconheçam de longe são essas, alguém autêntica, ética, doce, apaixonada. Hoje, começando um ciclo novo, resolvi que esta sou eu. Em mutação sempre, mas a essência é essa mesma. Não vou me esconder, não vou adequar, não vou me acovardar e continuarei vivendo apaixonadamente tudo o que eu achar que devo. Prazer. Sou mesmo uma maluca, como até a Maria Flor já entendeu. Mas uma maluca necessária, e que faz bem. Não tenham medo. Entrem e fiquem à vontade.

"Bambeia, cambaleia...
é Dura na Queda,
custa a cair em si.
Largou família, bebeu veneno
e vai morrer de rir..."

Dura na Queda - Chico Buarque

segunda-feira, 7 de março de 2011

Do outro lado do rio.

É verdade que se expor, colocar as palavras de uma forma não só que as pessoas entendam, mas que se encantem também, não é fácil nem tão pouco mecânico. Há que se munir de muitas palavras e idéias antes de expô-las, é necessário criar um método, uma forma de pensar, de escrever e então trazê-las ao mundo seja em forma de canção, de poesia, de atuação, de pintura. Seja como for, o artista se coloca em sua arte e por isso tanta procura sobre si próprio, sobre o outro, sobre os sentimentos, ações.

A praia estava lotada, como sempre. Mesmo num dia nublado, com chuviscos e maré alta, melhor estar lá e provar que nada impede pessoas obstinadas que o enclausuro da casa. Nós (lê-se eu e maridas Lígia e Paula) estávamos munidas de um violão, cangas, água. Logo que chegamos atravessamos o rio, nos montamos numa pedra por lá e começamos a tocar violão, cantar, dançar, usar nossos corpos como instrumentos.

O rio então começou a subir e, embora muitas pessoas até quisessem atravessá-lo, a combinação de água extremamente gelada e alta, acabava por fazê-los desistir. Enquanto isso nós três continuávamos a cantar, tocar, dançar, viver em nossas artes, nossas expressões. Alguns olhavam, alguns dançavam, a maioria sorria. E nós lá, alheias ao resto apenas vivíamos intensamente.

Do outro lado do rio me senti segura, bonita, capaz e mais que isso, me senti pronta. Não só porque as pessoas do outro lado sorriam, mas porque as pessoas que estavam ali comigo me faziam sentir isso. Não há nada mais importante que ter as pessoas certas pra ajudar na caminhada. E quando encontramos pessoas assim, que além de estarem presentes na vida estão na arte, há que se comemorar. Hoje, eu cantei, dancei e agradeci aos mares. Agradeci imensamente. Axé.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Hora de rever conceitos.

Quando eu tinha seis anos de idade eu rezava para o pai do céu, para a mãe do pai e para todos os anjos. Todas as noites, antes de dormir eu rezava, mesmo sem muito entender o porque, era um momento meu e da minha mãe. Aos doze eu estudava numa escola católica, que tinha aula de religião católica, e minha mãe insistia que eu deveria fazer a catequeze. Como ela muito insistiu, eu fui alguns dias. Depois de algumas aulas e de pensar um pouco sobre aquilo, comecei a achar que aquele discurso não servia muito pra mim. Então, na época eu morava em Vitória da Conquista (só para situar o cenário) tinha uma amiga testemunha de Jeová e pedi para ir em algumas reuniões. Mesma coisa. Também procurei algumas igrejas evangélicas e depois de refletir mais um pouco entendi que o problema era a bíblia. Ok.

Desde então modifiquei muito o meu pensamento sobre religião, sobre existência, sobre vida, morte, continuação ou não. Mas o fato é que a cada momento eu tive que parar, buscar novas fontes de informações, confrontar com aquilo que eu tinha como conceito e formular um novo tipo de pensamento, que seria suficiente até quando eu achasse que precisava de outras formas de pensar.

Pois bem momento, cá estou entregue a ti. Quando achava que já tinha entendido boa parte da profissional que sou e que quero ser, dentro de mim a artista continua gritando "Tá raso, continua muito raso. Vá além que há muito mais". E o ser humano então? Este ser que sou me cobra cada dia mais entendimento, mais informações. E sabe, é tão bom aprender sempre! Têm sido delicioso, mesmo que a duras penas, que parece que pelo bem em geral demoramos a entender.

Então, quando todas as mudanças possíveis e imagináveis estão acontecendo de forma intensa e deliciosa, exatamente como sempre pedi e sempre vivi, ainda paro e entendo que é um momento oportuno para rever os conceitos. Cenas do próximo post!

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Roda mundo roda gigante, roda moinho, roda pião...


Quando ninguém está te dando o valor justo é por que nem você próprio está lhe dando? Quando tudo na sua vida está te impulsionando pra frente, pra ir logo atrás do que quer pra que isso possa vir, e você tem medo, tem dúvidas, até dá um jeito de sabotar, isso se chama estupidez?

Para onde vão os sentimentos que, depois de ecoarem e rebaterem pelas paredes escuras de meu coração quebrado, acham outro lugar para permanecer? O que fazer quando a dor não passa, vem outra por cima, bate a angústia, bate o desespero, tudo se acaba e você fica sem chão?

Só mesmo me fazendo estas perguntas acima e exatamente neste exato momento que eu entendi finalmente o que está acontecendo... e que benção é poder pensar! Pra que pensar amanhã? Pra que deixar a dor pra depois? Já que não importa o tempo que for ela vai doer mesmo, melhor começar a entender agora pra deixá-las passar logo.

Hoje aconteceu algo que me colocou de fato na cara da vida e disse: "então, vai? não vai? vai continuar vacilando?". E eu, com toda a calma do mundo depois de ter a maior briga com a mãe, peguei minhas roupas do armário e comecei a organizá-las, calmamente em seus lugares acreditando que aquilo faria não só com que a minha energia fluísse melhor, mas me daria tempo pra pensar, remoer, bater portas, ficar puta, sofrer, sentar, chorar, parar, pensar. De repente me vi parada olhando pra janela, um tempão. Depois que passei bastante tempo olhando para os carros lá fora, resolvi escrever, as perguntas foram surgindo e delas me veio a reposta.

Sempre lidei muito bem com ciclos, inícios e fins deles. Desde pequena lido com muitos inícios e fins, bem bruscos na verdade. Muitas mudanças em muito pouco tempo, mas estranhamente sempre me senti confortável. Na verdade o que mais gosto em mudar é a possibilidade do novo, é tudo de bom que pode vir com ele e geralmente vem. É muito privilégio poder moldar sua vida, criar tudo de novo conforme o seu gosto, com os cheiros que sentir vontade, com as cores que são suas preferidas deste momento, porque é isso, somos seres muito adaptáveis, aprendemos rápido, somos dotados de uma curiosidade e um desejo de vida que vai além do normal. Basta sermos colocados em situações de sobre vida para tirarmos força do cú pra irmos atrás de viver. E por que se viver é tão ruim?

Por isso que sempre acredito na beleza de viver e mesmo nos momentos ruins, acabo encontrando a beleza deles. Ainda sim é uma merda isso tudo que estou passando. É uma merda para poder transformar numa coisa muito linda, só por isso é lindo também.

Então, dos escombros vou saindo calmamente, olhando os raios de sol, feliz por ver que o mundo continua lindo, embora o meu entorno esteja sujo, bagunçado, embaçado... É só andar um pouquinho mais que tudo de belo começa a aparecer. Ajuda, amigos, carinho, amor, felicidade. Tudo vem aos montes e a cada batalha vencida vem mais bonito ainda. E essa é a beleza. Bom, mas isso é pra mim né...rs... o que é para você?

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Processo de cura...

Começando aquele ciclo que eu já conheço tão bem. Quando passo por uma dor terrível a primeira reação que tenho é de ignorá-la. Fingir que talvez ela não esteja lá pra ver se algum modo eu encontro minha dignidade antes de ter que encontrar meu rumo.

Então coloco todas as músicas que me dizem: vá, olhe para frente, continue e sorria, acima de tudo sorria! Porque nada é tão terrível que dure pra sempre, nenhuma dor é em vão então trate de entendê-la, passar por ela e deixar pra trás.

É o momento que começo a substituir os pensamentos ruins pelos bons, começo a tentar enxergar o que posso aprender de bom destes momentos chatinhos. E de repente, como pelas mãos de um ilusionista poderoso, a dor se vai assim como veio e deixa no lugar uma carga de experiências, visões, novos sentimentos, novos entendimentos. Enfim, te faz crescer, como tudo o que acontece diariamente.

Foi difícil ter que encarar a dor, mas depois que expus e enfrentei começou a doer menos. Logo passou a nem doer tanto. Já já passará a ser história apenas, aquela coisa da experiência. E no meio disso tudo o universo mandando mensagens, se fazendo presente, amigo companheiro.

Decepcionei-me, agi estupidamente, fui ridícula e extremamente descuidada comigo mesma e com os meus sentimentos. Me abri à uma pessoa maldosa, uma pessoa que vive tanto em seu umbigo que não se importa em magoar as outras. E sabe porque eu deixei esta pessoa entrar? Pela carência. Pelo desejo de ter alguém com quem dividir as coisas e principalmente, por ser sincera quase que o tempo todo eu espero que as pessoas também sejam assim comigo e, bem, nem sempre é assim não é verdade?

Do que aprendi disso tudo? Por enquanto que preciso confiar mais nos meus instintos. Que preciso escutar quando duvido, que preciso me conectar com minhas forças internas sempre que necessário, que eu tenha a coragem de me fazer as perguntas certas e encarar as mudanças necessárias.

Viver é um mistério delicioso e não precisa ser mais dificil do que geralmente é. Encaremos as dificuldades e as deixemos lá de lembrança, que o presente é um presente como já dizia meu amigo Lê. E os meus presentes eu quero usufruí-los, de todos, agora! E se não houver um amanhã? O meu hoje foi e será sempre cheio de significado e vida. Porque é disse que vivo, de cada segundo que me deram de presente.

Saúde e viva.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Alma artística.

Primeiras tentativas de tentar entender um tema, uma personagem, um estado, alguns conceitos. A verdade é que processo nenhum é muito fácil mesmo. E para melhorar, muito constantemente na vida dos artistas, os processos são sempre acompanhados de fortes acontecimentos pessoais, para que nada se perca na robotização dos sentimentos.

Há de ser visceral, para que da dor venha o resultado mais belo, aquele que vale a pena de ser lembrado. Não é necessário porém viver na dor. Embora precisemos acessá-la para saber o caminho, saber a chave certa a ser ligada, não é necessário que fiquemos a cozinhá-la mais que o necessário. Todo e qualque acontecimento tem um propósito, então vamos encontrá-lo e passar para o próximo certo?

Agora, o que fazer com este tanto de palavras, sentimentos, gestos, sons que estão dentro de nós, artistas efervescentes que não conseguem ficar um segundo se quer atrás de uma pergunta, de uma resposta, de um lugar e uma motivação?

Eu sei que elas fazem total sentido na minha vida, mas como fazer com que faça sentido aos outros também? O que de tudo o que eu penso pode ser colocado de uma maneira a ser trocado, e não imposto ou encaixotado?

A alma artística é assim, pensante, errante, apaixonada e intensa. Borbulha, flameja, queima por dentro e se faz presente mesmo quando as tentativas racionais são exatamente contrárias. Transforma tudo o que é considerado feio em arte, consegue dar razão às coisas aparentemente sem sentido.

Bom, isso é como é para mim né... particular, único.

O que é a arte em você?

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Tudo novo de novo.

O que importa são as experiências, não importa a dor de suas passadas, o que te faz pensar, o que te coloca em confronto com um tanto de sentimentos que não gostaria de ter mas que é colocado à prova neste momento. Bom, é o que penso.

O mais louco é como estas experiências estão se dando nos últimos tempos. De forma muito intensa, com uma carga muito grande de sentimentos e tudo de uma vez, como se não houvesse tempo a perder, viver tudo com a maior eficiência e procurar ser feliz se conseguir.


Não é de fato um momento para considerações. Há tantas perguntas fermentando, e a certeza cada vez maior de que há um mundo de coisas que devo aprender ainda. Respiro fundo, olho pra frente e vamos de novo.

Sempre de novo, sem parar, sem jamais pensar em desistir. Há propósitos tão lindos em mente. Vamos trabalhar para consegui-los!

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Seres ou não seres eis a questão!

Quando sua cabeça estiver incoerente e confusa, se você tiver algo escrito sobre seus pensamentos e tiver acesso à isso, não hesite, se consulte e se pergunte sobre o que pensava. Talvez seja pra isso mesmo que os textos servem, além de serem lidos por uma legião de desconhecidos, te fazer escutar e entender seu interior.

Até pouco tempo atrás criticava a atitude de uma pessoa que eu estava apaixonada, por esta pessoa estar à procura de um ser ideal e deixava de perceber as pessoas incríveis em toda sua humanidade que estavam ao redor dele, simplesmente por acreditar que este ser ideal existe. Ando começando uma relação procurando descobrir que este alguém é exatamente este ser ideal, quando num mundo real existem seres reais, e não ideais.

É claro que com o tempo vamos adquirindo um gosto mais apurado. Temos mais necessidades, desejos, projeções. É assim que funcionamos. Vivemos, pensamos, adquirimos, acumulamos experiência e se somos um pouquinho inteligentes refletimos sobre cada experiência pessoal ou alheia que temos contato para formar mais um conceito, mais uma idéia que irá nos ajudar futuramente. Mas, embora tenhamos toda uma cartela de opções, devemos entender o tamanho de nossa experiência e ignorância. Saber que se não somos perfeitos e estamos bem longe disto, que dirá o coleguinha que muitas vezes nem chegou a pensar nisto ainda. Saber que não há seres perfeitos neste planeta, aliás, a imperfeição é que dá a poesia e beleza das coisas. Tudo perfeito se torna monótono, sem graça, eventualmente deixa de fazer queimar aquela chama toda, porque somos humanos e não outros seres. Porque nossas imperfeições nos torna humanos. Porque ser humano é ser privilegiado com tamanha complexidade, e o nível que você se presta a entender as coisas é que mudará a sua forma de viver a vida. Quer dizer, isto tudo é o que penso né.

Então que saibamos aproveitar nossas imperfeições, tentar entender e viver como quem está aprendendo, pois de fato, estamos sempre aprendendo. E que saibamos que os seres humanos são assim, são incríveis e incompletos, por isso são humanos. Que devemos amar incondicionalmente, que condições e caixinhas são para a ciência, para os formulários e pastas de arquivo, para tudo que precisa de organização, sistematização... Não para o que precisa apenas ser sentido, apenas ser vivido, e que seja sem nenhum medo ou condições. Que seja incondicional, como tudo que se diz amor. Porque o ser humano não entende, reage antes de tudo.



domingo, 9 de janeiro de 2011

2011 frenético.

Não é justo quando alguém simplesmente abandona o seu blog e deixa os seus leitores sem o gosto de saber quando as coisas mudam, quando tudo transforma e de repente aquele post que pode ser bom ou ruim simplesmente muda, para bom, ruim ou igual. Porém, só o fato de mudar já há beleza suficiente para ser registrado, e mesmo assim em diversos momentos deixamos no ar, desistimos ou esquecemos quando a alegria é tão grande que as palavras se misturam, se confundem.

Enfim, está mesmo um misto de coisas muito intensas. O importante é que após todas as mudanças gradativas do ano passado, agora começo a colher certos frutos.

De tudo o que passou na minha vida, o que fica de mais importante sob minha ótica são os seguintes pontos:

  • Sinceridade: assusta, em muitos casos até afasta ( o que acaba sendo bom porque seleciona apenas as pessoas da mesma energia sincera), mas adianta um bocado. Nada melhor que poder ser inteira para as pessoas, sem o receio de ter que manter suas máscaras o tempo todo. Ser sincero te poupa constrangimentos posteriores, frustrações indevidas e até mágoas catastróficas. Sendo sincera consegui relacionamentos sinceros, e sendo assim consegui me ouvir, me enxergar, me compreender, me aceitar e me amar de maneira devida. Sabendo do meu devido valor e de tudo o que devo melhorar.
  • Auto-conhecimento=segurança=pessoa melhor atraindo o melhor: É mesmo um mix destes fenômenos e de fato um está conectado ao outro. Quanto mais o ser se conhece, mais ele se estrutura em torno de suas convicções, se conscientiza de como ser melhor e atrai tudo de melhor que possa existir para ele. Não é à toda que em minha vida sou rodeada das melhores pessoas, nas melhores situações, nos melhores momentos, dos melhores dias. E é sempre esta jornada que motiva todas estas melhoras.
Este ano passei a virada em contato com a minha natureza, minhas vozes interiores. Desta imersão surgiu o encontro com a minha artista interior, que não só despertou bela e sedenta por arte, como está me acelerando em todos os sentidos pra fazer dar vazão às suas vozes também. Tudo o que vem acontecendo desde então têm sido da maior intensidade, é a vida dizendo que é boa demais pra ser apenas assistida. Como sempre procuro, estou tentando me deixar levar pelo destino porque este está me segurando pelas mãos e me fazendo entender que ele é bom e quer me ver feliz.

E com as decisões de não mais jogar nem mais me deixar levar por sentimentos vazios e promessas ilusórias, acabei por atrair uma paixão que me arrebatou, colocou meu mundo de cabeça para baixo com uma paz que são contrastantes, mas que me fazem sorrir o tempo todo e querer mais, e querer ser melhor e mais bela apenas para me fazer mais incrível para o meu ser incrível.

Os trabalhos iniciados. O ano já começou. Salve às folhas, os mares, os céus e a terra. Selve todos os orixás. Salve o amor incondicional. Salve!