terça-feira, 16 de novembro de 2010

Colocando as idéias em prática.

Acreditem ou não estou escrevendo minha primeira peça de teatro. Finalmente, após um monte de tentativas frustradas, minha primeira peça começa a tomar forma em palavras. Olha só que bonito!

Ando assim, simplesmente inspirada. Minhas músicas andam mais ritmadas, porque estou conseguindo respirar e deixar o ritmo fluir. Minha voz mais melodiosa, mais segura. As palavras, andam todas se amontoando dentro de mim, gritando para sair e andam saindo. Seja na peça, seja em diário, seja em palavras soltas. Elas estão saindo, transformando em algo lindo, em nada, em mim.

É realmente magnífico que eu possa ser artista. Que eu possa exercitar minha arte, que eu possa vivê-la. Não sei o que seria de mim se não houvesse entrado em contato com ela. Mas também, a arte deve ter sido parte integrante de outras vidas minhas inclusive, era só uma questão de tempo até que eu a encontrasse nesta.

Por isso tantas aflições... alma artística em ebulição. Tem que deixar fluir. E pra dar certo, tem que tentar uma continuidade, um resultado satisfatório, uma exposição, um retorno do público. Sim, a arte foi feita para ser vista, e para que tudo funcione ela tem que ser. Então, colocar tudo em prática pra ver logo o resultado!

Grande fim de semana ao lado de pessoas divertidíssimas. Obrigada universo. As coisas vão mudar.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Dindinha...

Uma bagunça. Quando tento acesso direto dentro de mim, sou barrada por centenas de sentimentos incompreensíveis que simplesmente impedem minha passagem ao lugar que começou isso, que é a raiz do problema. Não consigo entender.

Minha vida foi tomando rumos e proporções tão fora do meu controle que eu definitivamente perdi as rédeas, e curti muito esta sensação. Agora tudo está uma bagunça! Não sei nem por onde começar.

Ontem pensando em todas as soluções possíveis cheguei a que sempre me agrada mais: fugir. Sempre adorei a sensação de chegar num lugar novo, sem história, sem passado. Tudo o que eu disser terá que ser aceito, por que como provar o contrário? Uma forasteira, descobrindo novos caminhos de chegar em casa, construindo um novo lar, com novos amigos, novos cheiros, novas situações.

Talvez a palavra não seja bem fugir, seja explorar. Talvez seja mesmo uma fuga e talvez eu esteja precisando dela. Mas e ela demorar? No meio da bagunça não dá né!

Enfim. Comecei lentamente a colocar as coisas de casa em ordem. O guarda-roupas, a gaveta da escrivaninha, as bolsas que são trocadas, tudo começou a pertencer a um lugar, a entrar numa ordem. Aos poucos minha cabeça começa a entrar em ordem também. Passou da hora de crescer e tomar uma posição neste mundo.

"Divinha o que primeiro vem amor ou vem dim dim... Dindinha dê dinheiro, carinho e calor pra mim..."

Dindinha - Zeca Baleiro