sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Dindinha...

Uma bagunça. Quando tento acesso direto dentro de mim, sou barrada por centenas de sentimentos incompreensíveis que simplesmente impedem minha passagem ao lugar que começou isso, que é a raiz do problema. Não consigo entender.

Minha vida foi tomando rumos e proporções tão fora do meu controle que eu definitivamente perdi as rédeas, e curti muito esta sensação. Agora tudo está uma bagunça! Não sei nem por onde começar.

Ontem pensando em todas as soluções possíveis cheguei a que sempre me agrada mais: fugir. Sempre adorei a sensação de chegar num lugar novo, sem história, sem passado. Tudo o que eu disser terá que ser aceito, por que como provar o contrário? Uma forasteira, descobrindo novos caminhos de chegar em casa, construindo um novo lar, com novos amigos, novos cheiros, novas situações.

Talvez a palavra não seja bem fugir, seja explorar. Talvez seja mesmo uma fuga e talvez eu esteja precisando dela. Mas e ela demorar? No meio da bagunça não dá né!

Enfim. Comecei lentamente a colocar as coisas de casa em ordem. O guarda-roupas, a gaveta da escrivaninha, as bolsas que são trocadas, tudo começou a pertencer a um lugar, a entrar numa ordem. Aos poucos minha cabeça começa a entrar em ordem também. Passou da hora de crescer e tomar uma posição neste mundo.

"Divinha o que primeiro vem amor ou vem dim dim... Dindinha dê dinheiro, carinho e calor pra mim..."

Dindinha - Zeca Baleiro

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