Minha vida foi tomando rumos e proporções tão fora do meu controle que eu definitivamente perdi as rédeas, e curti muito esta sensação. Agora tudo está uma bagunça! Não sei nem por onde começar.
Ontem pensando em todas as soluções possíveis cheguei a que sempre me agrada mais: fugir. Sempre adorei a sensação de chegar num lugar novo, sem história, sem passado. Tudo o que eu disser terá que ser aceito, por que como provar o contrário? Uma forasteira, descobrindo novos caminhos de chegar em casa, construindo um novo lar, com novos amigos, novos cheiros, novas situações.
Talvez a palavra não seja bem fugir, seja explorar. Talvez seja mesmo uma fuga e talvez eu esteja precisando dela. Mas e ela demorar? No meio da bagunça não dá né!
Enfim. Comecei lentamente a colocar as coisas de casa em ordem. O guarda-roupas, a gaveta da escrivaninha, as bolsas que são trocadas, tudo começou a pertencer a um lugar, a entrar numa ordem. Aos poucos minha cabeça começa a entrar em ordem também. Passou da hora de crescer e tomar uma posição neste mundo.
"Divinha o que primeiro vem amor ou vem dim dim... Dindinha dê dinheiro, carinho e calor pra mim..."
Enfim. Comecei lentamente a colocar as coisas de casa em ordem. O guarda-roupas, a gaveta da escrivaninha, as bolsas que são trocadas, tudo começou a pertencer a um lugar, a entrar numa ordem. Aos poucos minha cabeça começa a entrar em ordem também. Passou da hora de crescer e tomar uma posição neste mundo.
"Divinha o que primeiro vem amor ou vem dim dim... Dindinha dê dinheiro, carinho e calor pra mim..."
Dindinha - Zeca Baleiro
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