quinta-feira, 22 de julho de 2010
Felicidade não precisa de culpa...
O que eu vi hoje naquele palco... não há como não se emocionar. Encenação das melhores, vindo dos melhoes, que hoje estavam se divertindo com um público delícia. Sentada à mesa do Pinguim (salve o melhor chope de São Paulo!) depois, conversando e rindo com essas pessoas que gosto tanto, adicionei alguns pontos a mais de entendimento sobre o porque faço o que faço, com tanta paixão, e com tanto prazer. E que privilégio, estar ao lado destas pessoas tão delícias.
Enfim. Vivendo o que sempre sonhei, só que melhor. Que na realidade, as pessoas são tão incríveis quanto. 1400 pessoas hoje, pessoas delícias, conversas gostosas, cidade boa. Pode ser que o caminho às vezes seja cheio de curvas, neblina que dificulte a visão. Mas estar cercada das melhores energias, faz mesmo a diferença. Felicidade não precisa de culpa, já dizia o sambista!
sexta-feira, 16 de julho de 2010
O Pior é que é sério!
Nas reuniões seguintes, entendimento do roteiro e de como viabilizá-lo entre os carros de apoio, a van dos atores, a van do cenário, as intervenções no caminho do ônibus, os lugares de parada. Logística insana para traçar em plano, visualizar tudo, tentar de alguma maneira não esquecer de nada e principalmente de ninguém. Tudo organizado em várias sacolas, tudo separado nas vans, nos carros, nos ônibus. Os monitores Hugo e Fabeck descem com as rodomoças Rachel e Dani, o Comandante Trevor inicia o cerimonial de abertura com “gostaria de mandá-los para o inferno, mas ao invés disso lhes mando para o Pior de SP”. E aí começamos a nossa correria dos bastidores.
Enquanto as cenas rolam nos ônibus, corremos para levar os atores a um ponto de parada (tivemos cenas na Oscar Freire, Mc da Rebouças ou Mc da Paulista, Cemitério da Consolação, Câmara Municipal, MASP, Caixa da Paulista, Objetivo da Paulista nesses quatro dias de apresentações) corremos para levarmos ao ponto seguinte, e as coisas que tem na cena, e chegarmos antes da excursão. Vários os momentos que chegávamos correndo um pouco antes do povo, que tínhamos que dar voltas com os ônibus pra dar tempo de chegarmos com os atores... e tudo isso só é possível por uma equipe incrível de pessoas dentro de cena e fora dela, que fazem tudo acontecer, como mágica. Vários dias de organização, correrias na 25 de março no dia da apresentação, correrias malucas durante o passeio e tudo lindamente acontecendo, entre muitas risadas, muitas bobagens pra falar de assuntos muito sérios, darmos risadas de nós mesmos, expormos o nosso pior. E tudo graças à todos esses malucos!
Hoje gostaria de agradecer aos meus companheiros de backstage: Cintia, Jana, Edsão, Sr. Antonio, Bella Dona, Vivi, Werner, Erikinha. Um parêntese especial ao Luiz Alex, leitor fofíssimo do meu blog.Luiz, coitado. Só tinha ido tomar uma breja, acabou sendo sucumbido pelo Pior de novo. Todos queríamos ele de novo, até eu que não o conhecia! E vê se não tínhamos razão? Obrigada querido, adorei trabalhar contigo.
E um agradecimento especial à Cris. Por tudo o que vem me ensinando, por toda paciência, doçura, generosidade. Por ser uma profissional incrível, uma pessoa linda. Obrigada.
O Pior de SP somos nós. Obrigada à todos que tornaram essa experiência única.
sábado, 3 de julho de 2010
Morangos e sorvete de chocolate.
E sensível não só no sentido romântico, é mais numas de à flor da pele mesmo, para tudo, com antenas extremamente ligadas e sentidos extremamente aguçados. Combinados ao meu egoísmo e minha já habitual irritante mania de sinceridade, ando uma metralhadora, bem sem censura e nem to ligando... percebem?
O resultado da minha última verdade disparada é meu ap vazio no sábado à noite, do jeito que sempre gostei que estivesse. Chegar em casa, escutar meus ecos ressoando nas paredes do meu canto vazio, ter meus momentos comigo sempre foi fundamental. Me conheci tanto quando morava sozinha. Acho que me perdi pela falta de espaço próprio.
Ando perdida. Ainda bem que em meio a boas energias, pessoas, sensações. Me concentro pra tudo dar certo com o trabalho, me faço presente à todos que amo, pratico meu exercício diário de criar minhas palavras pra me mostrar ao mundo como forma de me ver também, mas não consigo me encontrar.
Hoje, após muito tempo, estou escrevendo fumando em minha cama enquanto ouço "Until" de Cassandra Wilson no repeat com uma tigela de morangos e sorvete de chocolate ao meu lado, aguardando o play de Friends que assistirei até cansar, dormir e sonhar com meus labirintos ensolarados, cheios de lindas criaturas que me fazem sorrir.