segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Não jogo mais!

Quando a gente pensa que está começando a entender o mecanismo o negócio anda pra trás e você volta à estaca zero. É patético como o ser humano inventa a cada dia formas mais abstratas de jogos interpessoais.

Outro dia me senti nua, patética, despida, completamente desarmada, ali, entregue e não recebi nada em troca. Entendi então que era hora de deixar passar, mas desde então nenhum dos meus atos condisseram com a minha decisão de deixar passar! Ah, mas que bom que ondas verdes de mares distantes estão chegando pra me tirar desta energia, me levar pra bem longe, me trazer de volta ao eixo.

O fato é que estamos todos brincando. Eu fico aqui num malabarismo pra manter algumas possíveis rotas de fuga disponíveis, enquanto sonho em vão com uma pessoa querida, mas que vive sua vida normalmente sem que a minha presença faça alguma diferença. Uso destas pessoas como esta pessoa usa de mim, para sentir uma massagenzinha no ego.

Não jogo mais! Parei de usar, não quero mais usar ninguém que não consinta ser usado. A partir de hoje expandirei meu conceito de sinceridade e honestidade em 100% dos momentos até para estes momentos. As pessoas saberão exatamente onde estão entrando em minha vida, porque é digno, porque é muito melhor uma relação aberta desde o início de as consequências de algo assim do que este tipo de jogos doentios que as pessoas fazem entre si esperando sempre alguém melhor, alguém mais apropriado, alguém mais parecido com algum príncipe ou princesa.

Cansei. E parei. Para 2011, tudo às claras!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Ando vazia de palavras... preciso me preencher delas para poder esvaziar novamente.

Enquanto isso algo para inspirá-los, assim como sempre me inspiro.


Aquela estrela azul do céu
Do céu do meu balão
De antigamente
Sumiu de repente
Da noite de São João

Azul do céu na noite só
Papel de seda faz
Balão era isso
Magia, feitiço
Milagre que não tem mais

Papel de seda azul e vermelho e amarelo
E verde a cintilar
Translúcido vitral
O balão se elevava, súbito pairava lá no ar
Ser sobrenatural

Aquela estrela azul do céu
O tempo carregou
O tempo não falha
O tempo atrapalha
O tempo não tem pudor

A fila anda, a vida vai
Propondo a mutação
Então de repente
Ficou diferente
A noite de São João