sábado, 23 de outubro de 2010

As horas que penso com clareza...

Todos possuem suas horas favoritas do dia, quando seu cérebro funciona na velocidade perfeita, aquela que faz com que você abra várias janelas diferentes da internet e vá trabalhando cada aspecto diferente necessário de mudanças, com muita vontade, com precisão. Sempre foi assim na minha vida.

Adorava quando morava com o meu pai por exemplo, que tinha a madrugada inteira pra mim. Lavava a louça, limpava a casa, assistia às séries favoritas, postavas nos blogs, fotologs, atualizava as agendas, ouvia música, tocava música. Tudo no silêncio da madrugada. Ou quando passava os finais de semana em casa sozinha e ficava a madrugada inteira na internet, navegando...

A verdade é que tenho uma personalidade bastante conflitante. Sou uma pessoa comunicativa, simpática, adoro estar em contato com as pessoas, conversar bastante, trocar idéias sobre assuntos diversos. Ao mesmo tempo adoro o silêncio da solidão. Adoro estas horas em que a maioria das pessoas dormem, a cidade faz silêncio pra descansar. Lugar perfeito para as minhas idéias, emoções, desejos fluírem. É de fato quando penso melhor. Alguns amigos entendem minhas necessidades de tempo sozinha. Outros não. Com o tempo isto vai ficando mais claro, vai se tornando meio que sua marca. Ainda sim é difícil que entendam que não é nenhum problema com eles, é só a minha necessidade de ficar no silêncio, para me escutar.

Ouvindo bem atentamente, vou traçando aos poucos os caminhos pra muito breve. É assim que aprendi a viver, por minha conta, com minhas especificidades. Cada ser tem sonhos à sua maneira, certo?


quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Quando a mudança se faz necessária.

Existem momentos que nos conhecemos, nos entendemos, ficamos até satisfeitos, melhoramos como seres humanos. Tudo passa a ser mais compreensível, suas idéias são mais sólidas, seus conceitos. Já há ali um apontamento de tudo o que viremos a ser, mas que por aquele momento parecia já ser bastante coisa.

Então, existe aquele momento que você tem que parar, se olhar novamente. Fazer as mesmas perguntas, comparar as respostas. Acrescentar novas questões que vieram com as experiências. Deve ser por isso que no universo inteiro o ser mais interessante seja talvez o menos evoluído. O ser humano é fantástico, porque é complexo. A complexidade que temos se faz tão bela, é poética até nos momentos mais bizarros. Eu não vou parar de tentar entendê-lo, entender-me, revisar-me e recriar-me. Bom, isso é o que posso fazer por mim, como muitos fazem diariamente.

Esses dias que passaram tenho entendido sobre a segunda vez que me conheci. Da primeira, gostei um bocado. Da segunda, bem, continuo gostando muito de mim mas fiquei desapontada com um monte de poeira que me faz mal, me dá alergias e bronquite, que me irrita os olhos até eu não poder enxergar mais, esta poeira está impugnando meus ambientes e eu nem percebi.

Melhor de tudo é contar com nossos espelhos de alma, com as pessoas que nos ajudam a perceber que talvez estejamos menos brilhantes, mais enferrujados, menos motivados... Hora de se recriar, dar novos significados para todos os aspectos da vida. Recriar os sonhos, desejos, castelos, lugares secretos. Deixar o que está pesando pra trás, seguir com leveza, encontrar novamente as forças que já me levaram tão longe e ver se me ajudam a alçar vôo.

"E quero que você venha comigo". Quem quiser e estiver nessa vibe boa, seja bem-vindo.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Hola! Hi! Salut! Oi!


Língua universal!!! Que tipo de linguagem poderia agregar todas? Pensei tanto nisso que sonhei.

Tinha grandes montanhas verdes, eu estava em algum lugar alto, pois enxergava um vilarejo muito bonito abaixo, com casas de telhados de palha, portas abertas, tudo muito simples e natural. Começo a descer com calma, olhando a paisagem, tudo muito bonito por sinal.

Quando chego ao vilarejo sou muito bem recebida. Todos me olham com um olhar terno, afetuoso, saudoso, aquele olhar que diz "que bom que finalmente chegou, não aguentava mais te esperar". Sorrisos, abraços, beijos. Muito carinho, muito amor! Nenhuma palavra até então, mas muita música... música que vem de todos os lugares, melodias que se completam, vão continuando conforme vou passando.

Estou indo, em direção a lugar nenhum, só quero estar ali, conversar com todos, vê-los, senti-los, revê-los. Sim, porque não me sinto estranha de maneira nenhuma. São todos muito familiares, desde os pequenos aos mais velhos. E todos com uma luz branca intensa, apenas sorrindo e dançando, cantando, vivendo e parando para me olhar passar, me dizer "bem vinda".

E vou passando o dia apenas dançando, cantando, me comunicando com todos através dos olhares, dos toques, dos gestos. Tudo é compreensível, pois falamos de uma unidade tão harmônica, é amor. Amor não tem mesmo língua, não precisa de nenhuma definição, apresentação, precedente. É amor e agrega tudo de bom que existe no mundo junto com ele. É universal. Não é necessário mesmo que se diga nada, só vivê-lo é suficiente. Minha aldeia perfeita era feita de amor, muito amor. Por isso tudo era tão pacificamente compreensível e belo.