domingo, 8 de maio de 2011

Sobre o amor e seu trabalho silencioso...

Vai pegar feito bocejo
Ou que só o sentido vê
Instigado num lampejo
Despertado pelo beijo
Que o baile parou pra ver

Da marchinha fez silêncio
Num silêncio escutei
Uma disritmia em meu coração
Que se instalou de vez

Sobre o amor e seu trabalho silencioso - Céu

E de repente chega, assim, sem avisar muito. Embora os prenúncios já fossem de ventos bons e o coração já comemorasse em sorrisos largos vez ou outra, a mente pedia para que houvesse cautela. Lembramos de casos antigos e tentamos traçar um padrão a seguir. Ingenuidade novamente.

Não seria mais simples se nos deixássemos levar como as aves que muitas vezes voa em círculos apenas aproveitando as rotas que os ventos sugerem? Foi assim, olhando as aves e os ventos, as tartarugas no mar, as crianças que sorriam mais e sempre mais aos meus sorrisos, foi exatamente através do que não se vê que senti que era hora de me largar novamente.

Qual a minha surpresa ao encontrar o amor no amar, no ato de ser amada. E foi assim, querendo retribuir aquilo que sentia, querendo sentir mais aquilo que desde sempre foi bom demais, foi assim que o amor foi trabalhando silenciosamente dentro das minhas partes e me tomou por inteira. Felicidade viver em paz.

Obrigada ao amor. Obrigada a quem me ama. Obrigada à vida e às minhas mães estrelas...