segunda-feira, 28 de junho de 2010

Mania de combinar tudo!

Sempre gostei de pensar nos detalhes, combinar ações para que a junção delas chegue a um resultado muito especial, único. Certa vez uma amiga muito especial estava indo para Paris, passar um mês à trabalho e alguns dias de viagem mochilando pela Europa. Como sempre estivemos muito presentes uma na vida da outra (hoje em dia nos dedicamos à gigantescos e-mails quase que diariamente) eu arranjei uma forma de me fazer presente na viagem. Fiz uma caixa com 20 cartinhas e 20 presentinhos, uma carta e um presente para cada dia que ela estivesse no trabalho. Cada presentinho e sua cartinha diziam algo referente às nossas histórias, à nossa vida. Engraçado que a Ma me disse que o que estava escrito era exatamente o que ela precisava ler naquele dia.

Sempre fui assim, detalhista mesmo. Gosto de comprar acessórios que combinem com os meus vestidos prediletos. Gosto de pensar no brinco que vou usar e ter que montar toda uma estrutura ao redor dele de cor de sapato, de meia calça, de vestido, bolsa, se vou usar um colar ou se o brinco tem presença e tamanho sufiente para permanecer sozinho como adereço de cabeça. Nas produções que eu faço não é diferente. Estou sempre olhando para anotar sobre cada detalhe que acho que deva ser modificado. Gosto muito de boas apresentações visuais, acho que são fundamentais para todo o resto da obra. Cada detalhe há de ser cuidado e preservado.

Outro dia olhava para o meu cabelo no espelho. Ele combina exatamente com o tipo de mulher que eu estou me tornando, o tipo de mulher que pretendo ser. Meu rosto já carrega expressões cheias da minha personalidade forte, leve, observadora, sensível... sou transparente, não há segredos embora muito mistério segundo me dizem.

Mas este dia olhando no espelho, embora o cabelo combinasse, os conceitos pareciam não ornar com esta mulher que estou me tornando. As idéias pareceram antiquadas, os desejos insuficientes, melhor não falar em certos sentimentos. Simplesmente INADEQUADOS.

Algumas boas mudanças já ocorreram no exterior, o interior está uma bagunça. Minha mania de combinar tudo, pensar nos detalhes, cores, criar os ambientes, cenários e figurinos certos para tudo, me pede que eu seja mais perfeccionista e combine minhas idéias com esta mulher nova que está se apresentando.

It's a lot of work!

terça-feira, 22 de junho de 2010

Palavras gostosas

Estava agora pouco pensando sobre o que iria escrever. Engraçado, tenho até tópicos de possíveis pautas para o blog, quem diria! Comecei a ler alguns blogs que fui tropeçando pelo caminho. Como é gostoso ler as palavras alheias. Cada um busca de suas histórias, de pedaços de textos lidos e sentidos, de imagens que sintetizam sentimentos. E ali, escrito e publicado a quem possa interessar, palavras que esse indivíduo escolheu para se expressar, para lhe expressar.

As palavras para mim andam tendo um gosto raro, inexplicavelmente bom e sabe o que entendi sobre os textos? Que devem ser gostosos de serem apreciados, do contrário, apenas entram e saem e não fazem a menor diferença... para que existirem então?

Fiquei com vontade de escrever sobre jujubas, de usar palavras como inquieta, preparada, fatídico, saudade, caminhos, delícia, fujona, cabisbaixa, firula, tapioca, enfim, palavras que acho gostosas de escrever, de degustar. Fiquei com vontade de dar vários cenários, sentidos e formas para vários pensamentos e pensei: calma que o espaço é infinito, as palavras são inúmeras e tempo é você quem faz. Aquietei-me então.


Na minha lista de coisas inacabadas a se fazer, a primeira tarefa anda evoluindo. O blog continua sendo atualizado e melhor, ando com vontade de escrever. Próxima tarefa: terminar os livros que comecei a ler. É uma lista muito boa.

- Hamlet - William Shakespeare (Tradução da Barbara Heliodora, em versos. Edição lindíssima da Folha com mais Macbeth e Rei Lear, capa lilás, incrível! Tá uma delícia, to quase no final).

- 1984 - George Orwell (A duras penas, mas indo. Uma leitura gostosa também, mas pesada pela história que além de muito louca é uma delícia.)
Acho que são só esses dois na verdade. Talvez seja uma lista pequena, mas é boa! rs...

Para encerrar então, deixar aqui as palavras daquele blog encontrado no caminho, que me foram tão gostosas que me fizeram escrever sobre o gosto delas.

"... Enjoei dos riscos, das perguntas sem respostas, das incertezas que dependem de um sim, da afirmação que abre espaços inseguros, porque na hora H as ondas se movem e a vida não cabe na garrafa. A vida é um licor que transborda." "...Nesta noite, quero me dedicar ao extremo ato das coisas simples, uma outra espécie de transbordamento, a devoção a cada hora vivida, o ritual dos tolos, o ritual dos sábios. Hoje parei o futuro."




sábado, 19 de junho de 2010

Quero ser universal!

Trilha para escrever e ler: http://www.youtube.com/watch?v=v6A7Q8UiZbw

Eu não me expresso muito bem em inglês, mas quero ser universal. Quero saber falar com alguma destreza pelo menos esta língua, para nunca mais ter problemas de faltar palavras quando estiver com alguém.

Muitas palavras me faltaram para uma história recentemente vivida. E ainda me faltam. Então resolvi condensar tudo em música alegre e feliz dentro de mim, virou então um clipe musical, um sonho realizado, emoldurado, guardado naquele lugar íntimo que nenhuma palavra que eu possa escrever consiga ilustrar.

Final feliz.

Indo para a Praça Benedito Calixto procurar um gravador antigo. Por favor, se alguém souber de um me avise. É pra segunda!!! Mais uma estréia. Baco nos ajude!

I want to be universal!

Soundtrack for reading and writing: http://www.youtube.com/watch?v=v6A7Q8UiZbw

I did not express myself very well in English but want to be universal. I want to speak with some skill at least the language, never to have problems with missing words when with someone.

Many words failed me for a story recently experienced. And I still lack. So I decided to condense everything into music joyful and happy within myself, then turned into a music video, a dream come true, framed, stored in that inner place that no words I can write can illustrate.

Happy ending.

Going to the Praça Benedito Calixto seek an old tape recorder. Please, if anyone knows of one let me know. It's for Monday! Another premiere. Bacchus help us!

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Parlapatões

Quando tinha 16 anos e comecei a trabalhar na Funarte, conheci o novo coordenador da recém criada coordenadoria do circo da Funarte, Hugo Possolo. Homem sério, cumprimentava sempre com simpatia, carregava umas risadas junto com ele, mas sempre o via sério.


Um dia ele convidou a todos para uma estréia do grupo, fui na minha inocência da época sem nem saber quem eram os Parlapatões. Eu não estava preparada para o que estava por vir. Literalmente não estava preparada, porque cheguei atrasada, tomando um refri, ri que nem uma condenada do "Sardanapalo" e comecei a ficar louca de vontade de ir ao banheiro, mas me segurei, porque era impensável perder qualquer piada que fosse. E então me tornei fã. Ia assistindo aos espetáculos e sempre reparava que eles possuem uma estrutura, um cuidado, uma maneira de apresentação muito séria, embora fosse tudo pra fazer rir.


E pensei lá atrás "um dia vou estar lá dentro para entender qual é a dos caras". E agora já faz um ano que meu sonho se realiza dia a dia, e é exatamente como eu sempre achei que fosse, nada diferente. Muito trabalho, muitas responsabilidades. O resultado que chega pro público é sempre incrível, o melhor que aquelas pessoas poderiam fazer. Tudo caminha numa velocidade incrível, é preciso que seja assim. E quando eu via aquelas produções tão bem realizadas e desejava estar dentro delas eu tinha plena consciência do trabalho que seria, da loucura, da alegria e divertimento de trabalhar com palhacinhos. Tudo! Como foi quando estivemos no Festival de Curitiba.

Sempre foi meu sonho ir para o Festival e sempre soube que seria com os Parlapatões. Do jeito que imaginei: ingressos esgotados uma semana antes da apresentação num teatro de 700 lugares, encontros com vários grupos e pessoas legais nos restaurantes, no hotel... Pessoas saindo felicíssimas dos espetáculos, conhecer alguém inesperado na cidade e me apaixonar (cenas do próximo capítulo...rs...). Enfim, tudo perfeito, e tem sido nos parlapas desde que entrei lá. Pessoas muito queridas, aprendizado dia a dia por essas pessoas tão generosas.

Ah, e o moço sério continua cumprimentando com simpatia. É chamado de palhaço bronquinha, carinhosamente. É muito mais engraçado que parece, é muito sério porque não aceita qualquer coisa para o público, quer fazer e dar o melhor. Homem de muita visão, muito foco. Obrigada a todos. Feliz ano 1 de Parlapatões para nós.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

A hora de brincar...

Em todas as vezes o ritual é bem parecido. Fico horas tentando descobrir como montar seu próprio template. Saio em busca de imagens, penso em mil delas. Passo horas escolhendo a cor de cada uma das fontes, me divertindo com a imensidão de possibilidade de azuis que posso escolher para o título, e depois a infinidade de lilases para os textos... todas as minhas cores favoritas ao meu dispor, eu me divertindo ali na construção como quando passava horas montando minha casinha nos galhos das enormes árvores do quintal de meus avós postiços, e logo que ela ficava bela e pronta eu partia para qualquer aventura nova.

Como todas os novos bonequinhos que eu comecei no "The Sims", só para construir com muito zelo cada parte de meu lar, e logo depois desisti começando outros e deixando os antigos lá de canto. Como a faculdade que foi linda no início e larguei sem nem olhar pra trás, como todos os meus blogs novos que tem lindos e novos templates e que duram o tempo de três textos, prolixos diga-se de passagem.

Deve ter algo a ver com a maneira que eu comecei a encarar o mundo. Durante muito tempo eu achei que mudar de escola, casa, vida, era normal pois na minha vida era frequente. Logo comecei a achar que quando houvesse algum problema era só começar tudo de novo que tudo se resolveria, renovar-se, recriar. E assim tenho pouquíssimos projetos que já dei continuidade na vida. Em geral vou apenas vivendo mesmo, sem muito foco ou determinação.

Hoje resolvi começar e terminar o blog. São 2:48 da manhã, e mesmo tendo ensaio amanhã às 10hs, estou aqui dando mais um dos passos que ando timidamente começando desde que acordei um dia e percebi que tenho 23 anos. Parece pouco, mas já parece um bocado pro tanto que ando fazendo. Senti orgulho e vergonha dos lugares que estou, afinal, são muitas as escalas que almejamos. Decidi dar meus passinhos.

Este ano tentei ter um cachorro e não consegui, tentei fazer a faculdade e estraguei tudo, tentei um projeto artístico e o engavetei, tentei voltar a tocar violão, tentei ter um outro blog. Várias outras coisas deram certo. Estas estão por dar. Hoje começo a brincar com o Para-raio e Cata-vento, para que muitos ventos soprem as chuvas e só tragam boas notícias.

Ouvindo - Para-raio e Cata-vento - Djavan (Do primeiro trabalho de Djavan, vale a pena conhecer)