As palavras para mim andam tendo um gosto raro, inexplicavelmente bom e sabe o que entendi sobre os textos? Que devem ser gostosos de serem apreciados, do contrário, apenas entram e saem e não fazem a menor diferença... para que existirem então?
Fiquei com vontade de escrever sobre jujubas, de usar palavras como inquieta, preparada, fatídico, saudade, caminhos, delícia, fujona, cabisbaixa, firula, tapioca, enfim, palavras que acho gostosas de escrever, de degustar. Fiquei com vontade de dar vários cenários, sentidos e formas para vários pensamentos e pensei: calma que o espaço é infinito, as palavras são inúmeras e tempo é você quem faz. Aquietei-me então.
Na minha lista de coisas inacabadas a se fazer, a primeira tarefa anda evoluindo. O blog continua sendo atualizado e melhor, ando com vontade de escrever. Próxima tarefa: terminar os livros que comecei a ler. É uma lista muito boa.
- Hamlet - William Shakespeare (Tradução da Barbara Heliodora, em versos. Edição lindíssima da Folha com mais Macbeth e Rei Lear, capa lilás, incrível! Tá uma delícia, to quase no final).
- 1984 - George Orwell (A duras penas, mas indo. Uma leitura gostosa também, mas pesada pela história que além de muito louca é uma delícia.)
Acho que são só esses dois na verdade. Talvez seja uma lista pequena, mas é boa! rs...
Para encerrar então, deixar aqui as palavras daquele blog encontrado no caminho, que me foram tão gostosas que me fizeram escrever sobre o gosto delas.
"... Enjoei dos riscos, das perguntas sem respostas, das incertezas que dependem de um sim, da afirmação que abre espaços inseguros, porque na hora H as ondas se movem e a vida não cabe na garrafa. A vida é um licor que transborda." "...Nesta noite, quero me dedicar ao extremo ato das coisas simples, uma outra espécie de transbordamento, a devoção a cada hora vivida, o ritual dos tolos, o ritual dos sábios. Hoje parei o futuro."
Célia Musilli - http://sensivelldesafio.zip.net
E assim é que escrevemos..catando palavrinhas à toa por ai... quer coisa mais gostosa do que escrever sobre o ínfimo, sobre aquilo que, sobretudo, você nunca pensou em escrever, mas assim do nada...mas do nada mesmo,acontece que como um estalinho dentro de ti,e a palavrinha jujuba saiu... ahh este é o prazer de encontrar "achados" por ai..perdidos, quase que pedindo para não serem encontrados... embora sem postar aqui, já ando lendo o que escreves... sou um admirador tímido.
ResponderExcluirRafa.
AAAAh, até que enfim consegui sentar e te ler. Queria fazer isso com toda atenção por isso demorei querida.
ResponderExcluirTo mó feliz que cheguei já no 4° post, e que você tá vendo que um pouquinho de disciplina com você mesma vai te trazer resultados muito bons (Como a seriedade do Hugo Possolo que você falou)
Você é uma pessoa linda que eu Amo tanto e que agradeço que apesar de todos os recomeços eu to permanecendo!
Fiquei muito feliz com os dois comentários que fez. Aquele texto "Uma Peça" não é de ninguém não, fui eu que escrevi meio que baseado nas vezes que vc me dá o privilégio de conhecer um pouquinho o que é teatro.
Enfim; TE AMO!
um beijo!