sexta-feira, 22 de abril de 2011

Apareça...

Sabe aquele tipo de sentimento que você não sabe muito bem o que fazer para que desapareça, então você o sufoca até que ele se transforme num sentimento compacto, que você jura que deixou de existir?

Um dia, logo após acordar, aquilo lhe vem à cabeça e você descobre que não, aparentemente você não resolveu, algo ficou ali que ainda lhe provoca perguntas. Bem, pergunte-se então. Responda-se. Entre em contato com aquilo que demorou tanto para conseguir considerar novamente, mas o faça. No tempo que lhe voltar à cabeça. Quando você achar que consegue lidar, mas não deixe nunca lá guardado.

Muitas vezes, aquilo que nos causa maiores dores e considerações mais confusas, que não sabemos de onde vieram ou como foram parar lá, é na verdade algo que simplesmente não resolvemos. Compactamos forte o suficiente para acharmos que não existe mais, mas está lá, fazendo as mesmas perguntas, hoje em dia talvez mais perguntas ainda.

Então, como num pop-up um caso antigo ressurge em meu pensamento. Como esgotá-lo? Fazendo todas as perguntas possíveis. Resolução: ser enganada não é bom. Mais atenção para os próximos romances.

Bem, não está de fato resolvido. Mas entendi agora que não está resolvido, então aos poucos vou me resolvendo. O importante é não deixar lá fingindo que passou, se não fico incapaz de passar para outra completa, íntegra, aberta e nova.

Perguntas infindas para esta nova fase. Me enchendo de argumentos para respondê-las.

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