sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Alma artística.

Primeiras tentativas de tentar entender um tema, uma personagem, um estado, alguns conceitos. A verdade é que processo nenhum é muito fácil mesmo. E para melhorar, muito constantemente na vida dos artistas, os processos são sempre acompanhados de fortes acontecimentos pessoais, para que nada se perca na robotização dos sentimentos.

Há de ser visceral, para que da dor venha o resultado mais belo, aquele que vale a pena de ser lembrado. Não é necessário porém viver na dor. Embora precisemos acessá-la para saber o caminho, saber a chave certa a ser ligada, não é necessário que fiquemos a cozinhá-la mais que o necessário. Todo e qualque acontecimento tem um propósito, então vamos encontrá-lo e passar para o próximo certo?

Agora, o que fazer com este tanto de palavras, sentimentos, gestos, sons que estão dentro de nós, artistas efervescentes que não conseguem ficar um segundo se quer atrás de uma pergunta, de uma resposta, de um lugar e uma motivação?

Eu sei que elas fazem total sentido na minha vida, mas como fazer com que faça sentido aos outros também? O que de tudo o que eu penso pode ser colocado de uma maneira a ser trocado, e não imposto ou encaixotado?

A alma artística é assim, pensante, errante, apaixonada e intensa. Borbulha, flameja, queima por dentro e se faz presente mesmo quando as tentativas racionais são exatamente contrárias. Transforma tudo o que é considerado feio em arte, consegue dar razão às coisas aparentemente sem sentido.

Bom, isso é como é para mim né... particular, único.

O que é a arte em você?

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